A ajuda que vem das cozinhas comunitárias

 

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A enchente em Itajaí destruiu casas, deixou outras em situação de risco e, em milhares delas, móveis e eletrodomésticos foram totalmente destruídos ou danificados. Diante desse cenário, as cozinhas comunitárias têm uma importante tarefa, levar comida pronta para os atingidos pelas enchentes e que não têm como cozinhar.

 

Um exemplo de trabalho é o da equipe da cozinha comunitária da Associação Pró-Menor Lar Padre Jacó. Desde segunda-feira (24), a equipe fez uma força-tarefa no Colégio Salesiano, onde eram produzidas 4 mil refeições diárias. Na sexta-feira (28), o número de desabrigados no Colégio reduziu muito e, à noite, a equipe liderada pela Irmã Silvia Aparecida da Silva e pelo voluntário Reinaldo Escamez levou cem marmitas e trezentos sanduíches para a comunidade do Cidade Nova.

 

Escamez ficou impressionado com a demanda no bairro. O empresário comentou que “muitas famílias não têm onde cozinhar e elas perderam fogão, perderam seus bens”. Ao ver essa realidade, a Irmã Sílvia decidiu ativar a cozinha comunitário da  Associação Pró-Menor Lar Padre Jacó.

 

Hoje (29), a partir das 6h da manhã a equipe começou a trabalhar. Mais de 700 marmitas, mil sanduíches feitos e distribuídos no Cidade Nova. Amanhã, o trabalha se intensificará: “queremos fazer mil marmitas”, comenta a Irmã. Além das marmitas e dos sanduíches, a equipe tem levado, também, mil garrafas de águas por dia aos atingidos pelas cheias.

 

Na cozinha do Hotel Turist, de Balneário Camboriú, foram feitas, também, mil marmitas e mil cachorros-quentes diariamente de segunda-feira a sexta-feira. A proprietária do hotel Deleta Perez e mais vinte voluntários atenderam moradores atingidos pelas cheias de Camboriú, Itajaí e para os voluntários do Centro de Eventos de Itajaí.  Ações dessa natureza ajudam muito. Outras cozinhas comunitárias de Itajaí e Balneário Camború têm sido o local para matar a forme de milhares de pessoas. Mas a demande ainda e maior.

 

Toda ajuda das cozinhas comunitárias de associações de bairros, de paróquias e de instituições é muito importante. No entanto, Davi Coelho, coordenador da distribuição de alimentos no Centro de Eventos de Itajaí, ressalta que não há pessoas suficientes para fazer a distribuição das marmitas à comunidade. São toneladas de mantimentos que não param de chegar, sendo que os voluntários, o exército, a marinha, a polícia civil e funcionários públicos estão mobilizados na entrada e saída desse volume gigantesco de produtos, que vão desde água, alimentos, roupas, produtos de higiene a colchões. É importante que as cozinhas comunitárias se responsabilizem, também, com a distribuição, a exemplo da Associação Pró-Menor Lar Padre Jacó.

 


					
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